Força do rádio e da televisão no processo eleitoral foi debatida nesta sexta-feira (21), durante evento sobre liberdade de expressão e os limites da propaganda eleitoral, promovido pela OAB /MS, por meio das Comissões CEA LGPD e de Direito Eleitoral (CDEL).
Em uma eleição marcada pelo avanço da inteligência artificial e pelo desafio da desinformação, rádio e televisão reafirmam seu papel como ambientes de confiança e informação para o eleitor brasileiro. Pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada em agosto, aponta que 68% dos eleitores pretendem acompanhar a propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e/ou pela televisão nas eleições de 2026.
O dado ganhou destaque nesta sexta-feira (21), durante o evento “Desafios das Eleições de 2026“ promovido pela OAB MS, que reuniu especialistas e representantes do setor para debater liberdade de expressão e seus limites na propaganda eleitoral, especialmente diante dos novos desafios impostos pela inteligência artificial e pela desinformação.
Em Mato Grosso do Sul, pesquisa sobre consumo de mídia realizada pelo Governo do Estado também revela uma diferença importante entre alcance e confiança. Dados divulgados a partir do levantamento mostram rádio e televisão com elevados índices de credibilidade, enquanto as redes sociais registram apenas 25% de confiança.
Para o presidente da Midiacom MS – Associação das Emissoras de Radio e Televisão de MS, Antonio Alves (Tunico), essa confiança ganha ainda mais importância no processo eleitoral.
“Para nós, defender a democracia não é negociável. E, numa eleição com tanta desinformação e conteúdo feito por IA, confiança faz toda diferença. No rádio, tv e portais de notícias profissionais, como imprensa profissional de credibilidade, o eleitor sabe de onde vem a informação e quem responde por ela.”
O dado de 2026 reforça que, mesmo com o crescimento das plataformas digitais, o horário eleitoral no rádio e na televisão continua com forte potencial de alcance e influência sobre o eleitor. Em um ambiente marcado pela multiplicação de conteúdos e pelo uso crescente de inteligência artificial, a identificação clara da origem da informação ganha ainda mais relevância.
Para a Midiacom MS, o desafio não é estabelecer uma disputa entre meios tradicionais e digitais, mas fortalecer um ambiente de liberdade de expressão, pluralidade e responsabilidade, no qual o eleitor possa identificar a origem das informações que recebe.
Fontes: Pesquisa BTG Pactual/Nexus (agosto de 2026, registro TSE BR-03317/2026); Pesquisa de Consumo de Mídia do Governo de Mato Grosso do Sul.
Foto de capa: Imprensa/OAB MS