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O que pode ir ao ar? Fenapro lança manual com regras de publicidade para as Eleições 2026

Material reúne calendário eleitoral, restrições legais e novas regras sobre publicidade digital e uso de inteligência artificial

O que pode ir ao ar? Fenapro lança manual com regras de publicidade para as Eleições 2026

A Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) lançou o Manual Eleições 2026, publicação que reúne as principais orientações para agências de publicidade, gestores públicos e profissionais de comunicação sobre as regras da publicidade institucional durante o período eleitoral.

Produzido com apoio do Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina (Sinapro/SC), o material consolida a legislação eleitoral, resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e entendimentos da Justiça Eleitoral para servir como guia de consulta durante a campanha.

Publicidade institucional tem restrições

Um dos principais alertas do manual é a proibição da veiculação de publicidade institucional de órgãos públicos federais e estaduais nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições. Em 2026, a restrição entrou em vigor em 4 de julho e permanece até a realização do pleito.

A legislação prevê exceções para campanhas de utilidade pública, como vacinação, situações de calamidade pública e ações de empresas estatais que atuam em regime de concorrência.

O documento também orienta que os órgãos públicos façam o planejamento antecipado das campanhas institucionais e observem os limites legais de despesas com publicidade antes do início das restrições eleitorais.

Promoção pessoal continua proibida

O manual reforça que a publicidade institucional deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sendo vedada a utilização de elementos que possam caracterizar promoção pessoal de agentes públicos ou candidatos.

Entre os exemplos estão o uso de nomes, imagens, slogans ou símbolos que identifiquem gestores ou autoridades.

Atenção ao conteúdo publicado na internet

A publicação também dedica um capítulo às regras para a comunicação digital durante o período eleitoral.

Segundo a Fenapro, portais oficiais e sites governamentais podem permanecer no ar para garantir transparência e acesso aos serviços públicos, mas conteúdos com caráter promocional, notícias que valorizem ações de governo ou slogans institucionais devem ser retirados durante o período de vedação.

Inteligência artificial ganha regras específicas

Pela primeira vez, o manual reúne as orientações do TSE sobre o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais.

As regras determinam que conteúdos produzidos ou alterados por IA tenham identificação clara da tecnologia utilizada. Também são proibidas práticas como a produção de deepfakes para enganar eleitores, a republicação de conteúdos removidos por decisão da Justiça Eleitoral e a divulgação de materiais que configurem violência política, especialmente contra mulheres.

Guia reúne resoluções do TSE

Além das orientações práticas, o manual apresenta um calendário resumido das Eleições 2026, explica a diferença entre publicidade institucional e publicidade legal e reúne as 14 resoluções do Tribunal Superior Eleitoral que disciplinam o processo eleitoral deste ano.

Segundo a Fenapro, o objetivo é oferecer maior segurança jurídica às agências de publicidade e aos órgãos públicos responsáveis pela comunicação institucional, contribuindo para o cumprimento da legislação eleitoral.

O Manual Eleições 2026 está disponível gratuitamente no site da entidade para consulta de profissionais e gestores públicos.

Texto com informações da Fenapro
Foto de capa gerada por IA/ChatGPT

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